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UNITA exige transparência sobre gestão financeira e alerta para agravamento das condições de vida em Angola
Luanda – Dibatadié TV | Julho 2025 Na continuidade da sua intervenção na Assembleia Nacional, o deputado Adriano Abel Sapinãla (UNITA) voltou a questionar a legitimidade dos indicadores económicos apresentados pelo Executivo. A análise ao relatório de execução do primeiro trimestre de 2025 trouxe uma nova camada de tensão ao plenário, com foco na desconexão entre crescimento económico e os desafios vividos pelos angolanos.
Segundo o documento em debate, o barril de petróleo foi vendido acima da previsão inicial (US$ 75 em vez dos US$ 70 estimados), o que, segundo o deputado, deveria representar maior folga financeira para o Estado. Entretanto, Sapinãla denunciou que os ganhos não se refletiram em benefícios sociais. Pelo contrário: a população enfrenta aumento de preços em setores essenciais.
“Subiram os combustíveis, os transportes, a cesta básica e até as propinas escolares. Se os dados são positivos, onde estão os impactos reais?”, questionou.
⚖️ Dívida pública e ausência de políticas sociais eficazes
Sapinãla contestou a habitual justificativa do Executivo de que os excedentes financeiros são destinados ao pagamento da dívida pública. “A amortização da dívida já está prevista no Orçamento. Essa diferença positiva devia ser revertida em políticas públicas para aliviar o sofrimento das famílias angolanas”, afirmou.
O deputado argumentou que existe um desfasamento entre os relatórios técnicos e a realidade concreta, sugerindo falta de rigor e transparência na política económica. O tom da intervenção foi intensificado por uma metáfora crítica: “Construíram uma Angola pirotécnica para mostrar ao mundo, enquanto o cidadão comum revirava contentores à procura de comida.”
🧠 Oposição pede responsabilização e fim da propaganda
No encerramento, Sapinãla reforçou que os deputados devem assumir o papel de fiscais das políticas públicas e não se limitar a validar discursos do Executivo. Segundo ele, a maioria parlamentar tem reprimido vozes divergentes, esvaziando o pluralismo político no Parlamento.
“Não podemos aceitar um país fictício. Temos que garantir que os angolanos beneficiem do crescimento que é anunciado nos relatórios”, concluiu.
A crítica final foi direcionada à cobertura mediática da sessão. A UNITA alegou que, durante manifestações da oposição, a câmara oficial apenas filmou a bancada do MPLA, apagando os protestos do registo público da sessão.
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