🔥 Ilusão Nacional: Rui Verde desmonta o discurso de João Lourenço


Ilusão Nacional: Rui Verde desmonta o discurso de João Lourenço | Dibatadié TV

🔥 Ilusão Nacional: Rui Verde desmonta o discurso de João Lourenço

Por Dibatadié TV | Fonte: Maka Angola | 21 de Outubro de 2025

O discurso sobre o Estado da Nação, proferido por João Lourenço a 15 de Outubro de 2025, foi apresentado como o ponto alto das celebrações dos 50 anos da independência de Angola. Mas, segundo o jurista e analista Rui Verde, o momento transformou-se num espelho de contradições — um retrato de um país onde o Estado existe no papel, mas a Nação sobrevive à margem.

Num artigo publicado no portal Maka Angola, Rui Verde faz uma leitura implacável: o discurso presidencial não foi um exercício de prestação de contas, mas uma reafirmação da ausência do Estado nas suas tarefas essenciais — emprego, educação, saúde e descentralização.

📉 O país da promessa eterna

Para Rui Verde, o desemprego juvenil é o sintoma mais claro da falência do Estado enquanto promotor de bem-estar. A promessa de transformar a agricultura e a indústria em motores de desenvolvimento permanece retórica vazia. Faltam políticas públicas concretas, crédito, infraestruturas e vontade política.

“O Estado limita-se a anunciar estratégias sem mecanismos de implementação, sem metas verificáveis, sem responsabilização.” — Rui Verde

🏫 Educação e saúde: estatísticas sem alma

João Lourenço apresentou números impressionantes — milhões de alunos, milhares de professores e centenas de hospitais. Mas Rui Verde alerta: os números escondem realidades desiguais. Escolas superlotadas, professores mal remunerados e hospitais sem medicamentos mostram uma expansão quantitativa sem qualidade.

“Os dirigentes buscam educação e saúde no estrangeiro. É a confissão tácita da falência interna.” — Rui Verde

⚖️ A política que não desce ao povo

As autarquias continuam adiadas e a palavra corrupção desapareceu do discurso presidencial. Para Rui Verde, isso marca o fim da narrativa reformista e o início da normalização da desigualdade. O cidadão permanece afastado das decisões, e o Estado torna-se um aparelho de controlo, não de serviço.

🇦🇴 Entre celebração e desilusão

O texto conclui que a celebração dos 50 anos de independência deveria ser um momento de reflexão — não de autopromoção. Angola, escreve Rui Verde, precisa de um Estado que sirva a Nação, não um Estado que se sirva dela.

“A Nação sem Estado é uma realidade dolorosa, mas é também um apelo à mudança.” — Rui Verde

🗣️ Reflexão Dibatadié TV

A análise de Rui Verde chega num momento em que a sociedade angolana enfrenta aumento do custo de vida, pobreza crescente e desconfiança nas instituições. Na Dibatadié TV, entendemos que discutir textos como este é essencial para despertar consciência e responsabilidade. Celebrar 50 anos de independência deve ser mais do que um ato simbólico — deve ser o início de uma nova exigência nacional.

📍 Fonte: Maka Angola
📺 Análise e adaptação: Dibatadié TV – Pensar Angola é o primeiro passo para mudá-la.

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