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Luanda – Dibatadié TV
O jurista e comentador político Dr. David Mendes fez duras críticas à relação política e económica entre Angola e Portugal, questionando os benefícios reais desse vínculo para os angolanos. Em declarações recentes, Mendes defendeu que Angola continua a alimentar uma postura submissa face à antiga potência colonial, o que, segundo ele, não se justifica em pleno século XXI.
“Portugal tem muito pouco para nos oferecer. Só sobrevive à custa das antigas colónias. O que Portugal exporta para Angola? Vinho? O vinho chileno é melhor que o português. Bacalhau? O bacalhau vem da Noruega”, disparou o jurista, sublinhando que o país europeu beneficia muito mais da relação com Angola do que o contrário.
David Mendes aponta ainda para a forte dependência económica de Portugal em relação às suas antigas colónias, e considera que Angola precisa urgentemente rever as suas prioridades diplomáticas e comerciais.
“O presidente da transportadora aérea já disse: há cerca de 14 voos semanais Lisboa-Luanda. Se fizermos o balanço, os voos que saem de Luanda para Lisboa levam dinheiro; os que vêm de Lisboa para Luanda não trazem nada”, acrescentou, questionando: “Quem está a depender mais de quem?”
Para o jurista, Angola sofre de um “complexo de colonizado”, o que se manifesta em atitudes culturais e políticas subservientes. Criticou também a obsessão de algumas elites em enviar os filhos para estudar em Portugal ou comprar casas no país europeu, afirmando que isso apenas contribui para fortalecer a economia portuguesa com recursos angolanos.
“O português do Brasil é mais falado no mundo do que o de Portugal. Então por que esse fascínio com Coimbra?” – questionou, criticando o preconceito que considera existir contra quem não estudou em Portugal.
Mendes também apontou críticas diretas a figuras públicas portuguesas que, segundo ele, mantêm discursos ofensivos contra Angola enquanto beneficiam economicamente da relação com o país africano.
“Querem os nossos recursos, mas insultam o nosso povo? Esse indivíduo teve a coragem de dizer que os 250 mil angolanos deviam voltar para Angola. Mas se isso acontecer, Portugal entra em colapso”, declarou.
No final do seu discurso, o jurista apelou à coragem e à afirmação da soberania angolana:
“Temos que ter coragem. Repito: coragem. Portugal não se sustenta sem Angola.”
A intervenção gerou forte repercussão nas redes sociais, onde muitos internautas elogiaram a franqueza de Mendes, enquanto outros o criticaram por adotar um tom confrontacional. Ainda assim, o debate sobre as relações entre Angola e Portugal permanece aberto – com cada vez mais vozes a pedirem uma reavaliação profunda das prioridades nacionais.
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