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📚 Quando o giz exige respeito: SINPROF entrega novo caderno reivindicativo ao Ministério da Educação
JHM
Dibatadié Tv
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Num país onde os professores ainda ensinam com fome e escrevem com esperança, o SINPROF (Sindicato Nacional dos Professores de Angola) voltou à carga. Nesta quarta-feira, 16 de julho, o sindicato entregou ao Ministério da Educação (MED) um novo caderno reivindicativo com 11 pontos, levantando a voz por justiça, dignidade profissional e respeito institucional.
O documento não traz promessas, mas exigências — e já não são de hoje. Entre os pontos centrais, destaca-se a realização de um concurso público interno para nivelar as carreiras dos professores conforme o seu perfil académico, além de um reajuste salarial urgente e a regularização de direitos historicamente atropelados.
🎓 Um quadro que continua pendurado
Segundo o SINPROF, há professores que, mesmo tendo entrado nos concursos de 2017 e 2020, ainda não foram promovidos, nem reconhecidos à luz do memorando de entendimento assinado com o Governo. Não é apenas um problema administrativo — é um sintoma de um sistema que insiste em desvalorizar os seus educadores.
Além disso, o sindicato exige:
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Pagamento do subsídio de férias em folhas separadas;
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O 13.º salário em parcela única (e não fatiado como esmola);
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Redução da carga horária dos dirigentes sindicais;
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Distribuição atempada dos manuais escolares do ensino primário;
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E dotação orçamental realista para as escolas, que continuam a sobreviver à custa de improviso e sacrifício dos professores.
📄 Acordos assinados, compromissos esquecidos
Nos bastidores deste novo documento está um histórico de promessas não cumpridas. O SINPROF lembra que firmou acordos com o Executivo em 2021, 2022 e 2023, mas muitos desses compromissos continuam no papel — sem ação, sem impacto, sem vergonha.
Para Admar Jinguma, secretário-geral do SINPROF, este novo caderno surge como resultado do VI Congresso Ordinário do sindicato, que decorreu em outubro de 2024. Lá se decidiu não apenas reivindicar o que foi prometido, mas também acrescentar novas exigências que nasceram com a continuidade do descaso.
🧑🏽🏫 Dibatadié pergunta: quanto vale o professor?
Num país onde se fala de milhões em dívida, bilhões em petróleo e diamantes, o salário do professor continua a ser um insulto à inteligência nacional. Não é só questão de cifras: é questão de valores.
O professor não é “colaborador do Estado”. É fundação da soberania, ponte entre gerações, voz que resiste à ignorância institucionalizada. E o que o SINPROF trouxe à mesa não é novo — é apenas o espelho de um país que precisa aprender com quem ensina.
📢 No Dibatadié, apoiamos a luta justa dos educadores. Se concordas, partilha. Se fores professor ou estudante, comenta. Este país só vai a algum lado quando o giz deixar de ser arma de resistência e passar a ser ferramenta de dignidade.
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